quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

amarga saudade

quero te encontrar perto de todos os meus sentidos
perto como jamais alguém sentiu
não há vida antes de qualquer sorriso nosso
minha pele pede, inteira imploro por você
e eu insisto, não me deixe morrer
não há vida antes de qualquer sorriso nosso
quando se foi o mundo me tirou toda cor
estou faminta, agora sou um bichinho e só como você
sonho com meu amor chegando
seu cabelo ultrapassa as nuvens
e me desenha um coração no céu
sonho sonho sonho mas há dias não posso dormir

Com açúcar, com afeto.

Minha foto
Foz do Iguaçu, PR, Brazil
O que há em mim é sobretudo cansaço - Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A sutileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto alguém, Essas coisas todas - Essas e o que falta nelas eternamente -; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada - Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço, Íssimo, íssimo, íssimo, Cansaço... Fernando Pessoa

Fiz seu doce predileto.