segunda-feira, 20 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Gênio
Ah, se eu pudesse matar
Se eu pudesse matar, mataria
Enquanto sigo a regra, morro
Não vale o matar ou morrer
Ah, se eu pudesse abortar
Se eu pudesse abortar, abortaria
Enquanto vivo, nasce
Não vale nada mas amo
Se eu pudesse matar, mataria
Enquanto sigo a regra, morro
Não vale o matar ou morrer
Ah, se eu pudesse abortar
Se eu pudesse abortar, abortaria
Enquanto vivo, nasce
Não vale nada mas amo
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Ou cale-se para sempre.
Trocando o amor pela comodidade estável
Fica fácil, fácil mas e os sorrisos?
Deixou pra trás. Eu não. Jamais.
Como uma pedra que divide o rio, me diga coisas bonitas.
Agora.
Fica fácil, fácil mas e os sorrisos?
Deixou pra trás. Eu não. Jamais.
Como uma pedra que divide o rio, me diga coisas bonitas.
Agora.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
100
She doesnt makes you write
She doesnt has any beauty
You doesnt seems to be so happy
Its just a lie from a sad man
It killed me for some time
But now i'm bored
Like when i was on your side
I wanna a present
I want you dead by the morning
I'll make her screams all day long
Because she knew it
Because she likes be a mommy
and I didn't
That's what you ever needed
And I was just a lie
And I am your lie forever
Your life
I wanna see you die
Because of me or any other hand
I'm just bored
My friend got some candy last night
You love my new black eye
And my book full of empty and dirty
You will never ever
Cause you'll be dead by the morning
And I'll hear her delicious scream
She doesnt has any beauty
You doesnt seems to be so happy
Its just a lie from a sad man
It killed me for some time
But now i'm bored
Like when i was on your side
I wanna a present
I want you dead by the morning
I'll make her screams all day long
Because she knew it
Because she likes be a mommy
and I didn't
That's what you ever needed
And I was just a lie
And I am your lie forever
Your life
I wanna see you die
Because of me or any other hand
I'm just bored
My friend got some candy last night
You love my new black eye
And my book full of empty and dirty
You will never ever
Cause you'll be dead by the morning
And I'll hear her delicious scream
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Sonooooooo!
Besteira acreditar nessas mentiras. Mesmo a última poesia não se esquece de mim. Hoje eu vivo sem internet, o contrato é de pelo menos um ano. Não há como saber quanto tempo vai durar minha vida por aqui. Vida? Isso pode ser chamado de vida? Não foi essa concepção de viver que me passaram, nem quando criança, nem agora. Eu gosto da simplicidade, acontece que eu sou por natureza alguém exagerada. Puta merda, eu estou no curso errado. O legal disso tudo é que se talvez eu me formar como jornalista, eu não terei (provavelmente) que pagar o próximo show da Maria Rita ou sonhando mais alto, do Chico. Muito melhoria seria uma entrevista com eles. Eu não poderia ser eu. Teria que ser fria, manter o glamour dos jornalistas bem sucedidos. Eu lá penso em ser bem sucedida.
Ai, meus erros que me mantém acordada até as duas horas da manhã, muito preocupada, assistindo o programa do meu gordo predileto, quando no dia seguinte eu deveria acordar disposta para uma vida louca de informações recebidas e tentando passá-las da melhor maneira possível. E agora tô eu aqui, morrendo de sono. Na aula de editoração, coisa mais sem graça. Não sei como alguém pode escolher isso como profissão. Bom, o problema é que eu não quero planejar um jornal nesse momento. Nem escrever isso, mas fazer o que se minhas faltas estão me estrangulando?
Bláblabla. Vou para minha cidade. Lá as coisas são um pouco diferentes. Talvez seja a ilusão de ser tão maravilhoso por eu estar lá apenas uma vez por mês e isso me tornar bem recebida. Não que isso seja tão pouco. Da tudo errado quando eu tento mexer nessa página. Eu sou uma ameba mesmo. Mentira.
Bom, eu tô escrevendo um livro. Minha primeira tentativa. Tomara que pelo menos isso eu consiga terminar. Eu não consigo terminar nada na minha vida. Nem em questão de aprendizagem, como cursos, nem em relacionamentos. As coisas pra mim não acabam. Elas mudam. Eu não tive que lidar com a morte ainda. Talvez eu sofra mais do que o normal, pelo meu exagero, e principalmente pelo romantismo implantado na minha cabeça que não me deixa terminar minhas histórias.
Acabou a aula. :)
Ai, meus erros que me mantém acordada até as duas horas da manhã, muito preocupada, assistindo o programa do meu gordo predileto, quando no dia seguinte eu deveria acordar disposta para uma vida louca de informações recebidas e tentando passá-las da melhor maneira possível. E agora tô eu aqui, morrendo de sono. Na aula de editoração, coisa mais sem graça. Não sei como alguém pode escolher isso como profissão. Bom, o problema é que eu não quero planejar um jornal nesse momento. Nem escrever isso, mas fazer o que se minhas faltas estão me estrangulando?
Bláblabla. Vou para minha cidade. Lá as coisas são um pouco diferentes. Talvez seja a ilusão de ser tão maravilhoso por eu estar lá apenas uma vez por mês e isso me tornar bem recebida. Não que isso seja tão pouco. Da tudo errado quando eu tento mexer nessa página. Eu sou uma ameba mesmo. Mentira.
Bom, eu tô escrevendo um livro. Minha primeira tentativa. Tomara que pelo menos isso eu consiga terminar. Eu não consigo terminar nada na minha vida. Nem em questão de aprendizagem, como cursos, nem em relacionamentos. As coisas pra mim não acabam. Elas mudam. Eu não tive que lidar com a morte ainda. Talvez eu sofra mais do que o normal, pelo meu exagero, e principalmente pelo romantismo implantado na minha cabeça que não me deixa terminar minhas histórias.
Acabou a aula. :)
terça-feira, 22 de julho de 2008
A(o) Próxima(o)
Abre os teus armários
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim
qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Vale o meu pranto
que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela
primavera quer entrar
pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um canto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
que explique a minha paz
Tristeza nunca mais...
Los Hermanos - Casa Pré-Fabricada
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim
qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Vale o meu pranto
que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela
primavera quer entrar
pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um canto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
que explique a minha paz
Tristeza nunca mais...
Los Hermanos - Casa Pré-Fabricada
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Oração sem fé é sempre melhor ouvida-
não faz assim, meu bem
não finge que não tem
ainda motivos e carinhos
quero estampar todo meu amor
em você agora
você tem que esquecer
essa mentira mal contada
de que o amor se acabou
ansiedade me consumindo
não há por onde fugir
mas se quiser fingir
eu imploro
não faz assim, meu bem
não finge que não tem
ainda motivos e carinhos
quero estampar todo meu amor
em você agora
você tem que esquecer
essa mentira mal contada
de que o amor se acabou
ansiedade me consumindo
não há por onde fugir
mas se quiser fingir
eu imploro
não faz assim, meu bem
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Sweet
me divirto com os olhos de quem vê meu ao contrário
ainda melhor aqueles que se enganam
depois se esganam pra ver se sai alguma coisa que faz sentido
esqueci minha memória em cima de um livro qualquer
te ofereço o outro lado pra eu voltar logo pro meu lugar
vendo aqueles lábios carnudos murcharem depois de te tocar
os olhos preocupados em volta vão causar arrependimento nos teus
mas não vai ter volta, eu já vou ter ido
adoro ser dramática, de vez em quando, me assusto
ainda melhor aqueles que se enganam
depois se esganam pra ver se sai alguma coisa que faz sentido
esqueci minha memória em cima de um livro qualquer
te ofereço o outro lado pra eu voltar logo pro meu lugar
vendo aqueles lábios carnudos murcharem depois de te tocar
os olhos preocupados em volta vão causar arrependimento nos teus
mas não vai ter volta, eu já vou ter ido
adoro ser dramática, de vez em quando, me assusto
quinta-feira, 3 de julho de 2008
wrong way-
uma, duas, três cervejas e um café com leite
muito açucar
mas a conversa não é doce
o barulho ao redor das frases mal terminadas
faz com que silencie algumas vozes agoniadas
o incrível é o sorriso que não se cala jamais
um, dois, três chicletes e um cigarro
olhos machucados pela vitória do time adversário
é melhor correr do que caminhar
assim você não chega a prestar atenção
- quer fazer o favor de parar com isso?
- com o que, meu?
- não aguento mais.
- qual a graça de morrer mais cedo?
- pra quê viver tanto?
meu psicologo diz que quando fuma se sente mais vivo.
- e você se sente também?
- ah, sei lá. eu gosto e já não consigo parar.
- dá pra vocês calarem a boca que eu não consigo escutar?
- por favor!
- vamos caminhar?
- você sabe que eu não gosto disso.
- você também sabe que eu não gosto de futebol.
- eu não pedi pra você vir aqui.
pausa longa.
- eu não te amo mais.
- o que me importa? eu também não.
- viu, era melhor vocês terem se calado antes que começasse.
- agora já foi e eu também vou.
- vou com você, posso?
- tanto faz.
Gabriella sai sem dizer mais nenhuma palavra.
Cecilia se despede de Ana e Marcos e vai correndo atrás de Gabi.
um, dois cigarros e milhões de passos pra chegar
- porque você esconde que fuma?
- porque eu não acho bonito.
- você gosta dos diálogos do josé saramago?
- nunca li.
- que pena. são complicados, mas eu adoro.
- você falou sério quando disse que não amava mais a sua razão?
- é. já faz tempo, mas eu não sabia como falar.
- dai você simplesmente falou assim?
- sim. não ouviu?
- e você ta bem?
- lógico. estou bem melhor. você quer dançar?
- pode ser. aonde?
- lá em casa.
- não teria como voltar pra casa depois.
- pode dormir lá se preferir.
- ótimo, vamos dançar na frente do espelho pra variar.
- você não gosta mais? ai, eu preciso de mais um café.
- você tem saudade de nós?
- as vezes mas tento não pensar nisso.
que pergunta é essa?
- não sei. porque precisa ser tão grossa?
- me dá um abraço.
- sempre que precisar.
- acho melhor eu ir pra casa.
- porque? eu estou bem, mas se ficar sozinha não vou continuar.
- vamos pra algum outro lugar então. eu pago pra você entrar.
- você sabe que eu adoro ter você assim.
- não. eu acho que você adora se fingir de louca, mas eu adoro você mesmo assim.
muito açucar
mas a conversa não é doce
o barulho ao redor das frases mal terminadas
faz com que silencie algumas vozes agoniadas
o incrível é o sorriso que não se cala jamais
um, dois, três chicletes e um cigarro
olhos machucados pela vitória do time adversário
é melhor correr do que caminhar
assim você não chega a prestar atenção
- quer fazer o favor de parar com isso?
- com o que, meu?
- não aguento mais.
- qual a graça de morrer mais cedo?
- pra quê viver tanto?
meu psicologo diz que quando fuma se sente mais vivo.
- e você se sente também?
- ah, sei lá. eu gosto e já não consigo parar.
- dá pra vocês calarem a boca que eu não consigo escutar?
- por favor!
- vamos caminhar?
- você sabe que eu não gosto disso.
- você também sabe que eu não gosto de futebol.
- eu não pedi pra você vir aqui.
pausa longa.
- eu não te amo mais.
- o que me importa? eu também não.
- viu, era melhor vocês terem se calado antes que começasse.
- agora já foi e eu também vou.
- vou com você, posso?
- tanto faz.
Gabriella sai sem dizer mais nenhuma palavra.
Cecilia se despede de Ana e Marcos e vai correndo atrás de Gabi.
um, dois cigarros e milhões de passos pra chegar
- porque você esconde que fuma?
- porque eu não acho bonito.
- você gosta dos diálogos do josé saramago?
- nunca li.
- que pena. são complicados, mas eu adoro.
- você falou sério quando disse que não amava mais a sua razão?
- é. já faz tempo, mas eu não sabia como falar.
- dai você simplesmente falou assim?
- sim. não ouviu?
- e você ta bem?
- lógico. estou bem melhor. você quer dançar?
- pode ser. aonde?
- lá em casa.
- não teria como voltar pra casa depois.
- pode dormir lá se preferir.
- ótimo, vamos dançar na frente do espelho pra variar.
- você não gosta mais? ai, eu preciso de mais um café.
- você tem saudade de nós?
- as vezes mas tento não pensar nisso.
que pergunta é essa?
- não sei. porque precisa ser tão grossa?
- me dá um abraço.
- sempre que precisar.
- acho melhor eu ir pra casa.
- porque? eu estou bem, mas se ficar sozinha não vou continuar.
- vamos pra algum outro lugar então. eu pago pra você entrar.
- você sabe que eu adoro ter você assim.
- não. eu acho que você adora se fingir de louca, mas eu adoro você mesmo assim.
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Com açúcar, com afeto.
- Likely Lads
- Foz do Iguaçu, PR, Brazil
- O que há em mim é sobretudo cansaço - Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A sutileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto alguém, Essas coisas todas - Essas e o que falta nelas eternamente -; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada - Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço, Íssimo, íssimo, íssimo, Cansaço... Fernando Pessoa
Fiz seu doce predileto.